terça-feira, 19 de novembro de 2013

CONSCIÊNCIA NEGRA

 Para uma escola de consciência

 Diversidade cultural, identidade e ancestralidade na desconstrução de preconceitos.

 Justificativa: 

Atualmente, não são poucos os teóricos que partem da premissa de que o caráter da sociedade contemporânea é multicultural. E de fato, a cultura vem ocupando lugar central nas discussões referentes à abordagem e dinâmica sociais. Entretanto, questionários, pesquisas e problemas relacionados ao racismo em sala de aula, apontam para a necessidade de corrigir estereótipos e distorções existentes no currículo escolar em relação à história, à cultura e à experiência africana e indígena. Tais distorções acabam por fazer com que as crianças sofram prejuízos através da imagem negativa dos povos africanos veiculada pelo ensino, um vez que afetam a visão que a escola constrói de sua gente e de seu país. Nesse sentido, é preciso perceber que a construção de uma abordagem pluricultural e multiétnica na escola brasileira passa pelo resgate de uma identidade coletiva, capaz de alargar o referencial das crianças, visto que as consequências da falta de referencial próprios da criança afro-brasileira a exclui por não considerar sua identidade. A referência à África e aos povos indígenas não é uma mera volta ou rememoração do passado, mas fundamento para a construção de uma identidade própria, viva, em que os nossos jovens possam se reconhecer e desenvolver o sentido de pertencimento à uma determinada etnia ou cultura que não necessariamente vai ser a mesma, ou ter um sentido único para todos. A convivência com a diversidade exige da educação de nossa época posturas que sejam capazes de ultrapassar a mera “tolerância” àquilo que nos é diferente. O primeiro passo nesse sentido não é o fato de conhecer uma cultura diversa da que temos na escola, mas senti-la, ter contato, desenvolvermos a habilidade de perceber o outro, e daí avançarmos da tolerância para a aceitação do que é diferente.

 Objetivo

 O projeto tem como objetivo dialogar com outros componentes curriculares, discutir a história indígena e africana como pontes fundamentais para a construção do Brasil e do povo brasileiro, reconhecer no dia-a-dia as heranças deixadas por povos africanos e indígenas, trabalhar com a desconstrução de estereótipos e percepção de que os valores culturais são construídos socialmente, auxiliar os jovens nas buscas para um autoconhecimento e reconhecimento como cidadãos, desenvolvimento da leitura, escrita a partir da oralidade e do conhecimento de si mesmo (corporal).

Metodologia

 - sondagem : questionários e entrevistas com o tema afro-indígena
 - exibição de documentário: Vista minha pele e desenho: Episódio dos Simpsons no Brasil
 - Debate a partir do material de mídia: assim como determinados juízos de valor também somos determinados por eles. Como então, construir uma cultura de convivência a partir do diverso?
 - Análise de filmes, propagandas, novelas, telejornais: como a África é vista? Qual é a imagem que se vende deste continente? Será intencional?
 - Trabalho com textos produzidos por africanos e indígenas : comparação de fontes. A história contada por eles mesmos.
 - Heranças e aspectos culturais como forma de resistência: debate cultural e religioso - Filme: Besouro (exibição de trechos) - Oficina de capoeira - Oficina de Maculelê
- Música africana - Apresentação final

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